domingo, 31 de agosto de 2014

Mercado Municipal de São Paulo



O escritório do arquiteto-engenheiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo foi contratado pelo prefeito José Pires do Rio para elaborar o projeto do mercado municipal, inaugurado em 25 de janeiro de 1933.

Mercado Municipal de São Paulo


Mercado Municipal de São Paulo é um importante mercado público da cidade de São PauloBrasil. Foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933 para ser um entreposto comercial de atacado e varejo, especializado na comercialização de frutas, verduras, cereais, carnes, temperos e outros produtos alimentícios. O mercado localiza-se no centro antigo de São Paulo, capital do estado homônimo brasileiro, sobre uma área ganha ao rio Tamanduateí, no bairro Mercado na antiga Várzea do Carmo.1

História[editar | editar código-fonte]

Visão da fachada externa.
O edifício, em estilo eclético, foi construído entre 1928 e 1933 pelo escritório do renomado arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, sendo o desenho das fachadas de Felisberto Ranzini. No interior, magníficos vitrais de Conrado Sorgenicht Filho mostram vários aspectos da produção de alimentos.
Um dos 72 vitrais do artista russoConrado Sorgenicht Filho, visão interna.
O entreposto foi totalmente reformado em 2004. A fachada foi recuperada, os vitrais foram restaurados e foi construído um mezanino, de autoria do arquiteto Pedro Paulo de Mello Saraiva, com diversos quiosques de comes e bebes. Graças à reforma, o Mercado é hoje um ponto de encontro dos paulistanos. Atualmente está sendo cogitada a construção de um estacionamento subterrâneo para facilitar o acesso dos visitantes, mas ainda não há data prevista para o início das obras.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
Commons possui imagens e outras mídias sobre Mercado Municipal de São Paulo

sábado, 30 de agosto de 2014

Museu do Ipiranga, um dos cartões postais da capital paulista e um dos prédios mais bonitos da cidade na minha humilde opinião

domingo, 24 de agosto de 2014

Como era São Paulo sem o Mercado da Lapa.

Como era São Paulo sem o Mercado da Lapa.


Casas e terrenos que existiam no local foram desapropriados pela prefeitura para a realização da obra

11 de outubro de 2013 | 11h 01
 
Mercado na década de 1970. Foto: Oswaldo Jurno/Estadão

Até o final do século 19 o bairro da a Lapa não era ainda considerado parte da cidade de São Paulo. Era apenas uma região afastada, com sítios e chácaras, e povoada por imigrantes europeus que vieram ao Brasil para construir a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Somente em 1925 é que a Lapa passou a constar oficialmente nos mapas da cidade, ganhando o status de zona urbana.
São Paulo foi crescendo e a expansão comercial do bairro também. O Mercado da Lapa foi construído na década de 1950. Segundo o Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, foi um dos primeiros mercados municipais de bairro com edifício projetado especialmente para a função. Casas e terrenos que existiam no local foram desapropriados para a realização da obra, que foi considerada de utilidade pública pela prefeitura.
Desapropriações. "Lei determina construção do mercado da Lapa", noticiou o Estado na edição de 2 de julho de 1950 (à direita). O prefeito da época, Lineu Prestes, havia promulgado na véspera a lei 3.908 criando o Mercado Distrital da Lapa. "Para a execução da obra, o executivo municipal poderá adquirir, por via amigável, permutar ou expropriar as seguintes áreas declaradas de utilidade pública pela referida lei", dizia a reportagem. Uma das maiores propriedades que existia no local pertencia à Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC).
As obras começaram em dezembro de 1951. "O novo mercado da Lapa custará à Prefeitura perto de 10 milhões de cruzeiros, sendo gastos na construção 8 mil sacos de cimento e 160 toneladas de ferro. As maiores dificuldades encontradas pela Municipalidade na execução dessa obra de grande interesse público partiram dos proprietários dos terrenos e casas situados nas imediações e que tiveram de ser desapropriados", escreveu o Estado em fevereiro de 1953 (abaixo).

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

História do Mercado da LAPA!.


História

O Mercado foi idealizado pelo vereador Iapeano Ermano Marchetti, projetado e construído pela Prefeitura do Município de São Paulo, conforme lei 4.162 de 28.12.1951.
O prédio de forma triangular foi considerado na época um dos mais modernos e recebeu elogios de engenheiros de outros países da América Latina.
Com uma área construída de 4.840m², foi inaugurado no dia 24 de agosto de 1954, ano em que se comemorava o 4º centenário de São Paulo, justamente no dia do falecimento do então Presidente Getúlio Vargas, sendo que o mercado só permaneceu com suas portas abertas ao público até às 10h da manhã, devido ao luto oficial, não houve os fogos de artifícios planejados.
Só havia 40 boxes prontos dos 160 planejados, a maior parte deles ocupados por comerciantes de um extinto mercadinho da Rua Clélia, quase todos imigrantes recém-chegados da Europa, principalmente da Itália.
Os primeiros clientes a aparecerem no Mercado foram os fiéis imigrantes europeus, os quais encontravam grande parte dos produtos vindos da terra natal. Eram vinhos, uísques, bacalhau, peixes chepolinas e funghis italianos e azeites.
O Decreto 17.807 de 01.02.82, alterou o nome oficial do Mercado para Mercado Municipal Rinaldo Rivetti, assinado pelo então Prefeito Reynaldo de Barros. A decisão foi justificada como reconhecimento público ao “Cidadão Exemplar”. Rinaldo sempre foi reconhecido porr participar de campanhas sociais como uma que impedia o fechamento do Hospital Fogo Selvagem, foi proprietário de um box desde a inauguração do Mercado.
Informações

Mercado Municipal Rinaldo Rivetti - Lapa 
Endereço: Rua Herbart, 47 
Lapa - Cep: 05072-030 - Lapa 
Fone : 3832-1834
Horário: 2ª a 6ª feira das 8:00 às 19:00 horas 
              Sábado das 8:00 às 18:00 horas
Administrador: Ayrton Serra
Associação ACOMEL: Angela Maria Piccoloto Souza
Fone: 3641-3946

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

União Fraterna: O glamour do passado resiste na Lapa.

União Fraterna: O glamour do passado resiste na Lapa
Conheça a história de uma das mais tradicionais entidades paulistanas e que até hoje está estabelecida em um tradicional e preservado imóvel erguido em 1934. 



União Fraterna




Quem vem da região da Barra Funda em direção da Lapa, não deixa de notar a belíssima construção localizada no lado esquerdo da hoje tão esquecida rua Guaicurus, na zona oeste da cidade de São Paulo. A rua que no passado fervilhava de pessoas, comércio intenso e também muita atividade fabril, hoje é um aglomerado de casas vazias, prédios e galpões abandonados e muita pichação. Porém, no meio de tanta tristeza a alegria e a beleza ainda brilha e atende pelo nome de União FraternaHistória: A Sociedade Beneficente União Fraterna tem laços antigos com a cidade e com o desenvolvimento da região. Fundada em 21/10/1925 com a fusão de duas entidades anteriores, a Sociedade Ítalo Brasileira de Mútuo Socorro (de 1907) e a Mútuo Socorro Centro Operário (de 1922), inicialmente chamou-se Sociedade de Mútuo Socorro União Fraterna da Água Branca. Esta denominação manteve-se até 1976 quando teve seu nome simplificado paraSociedade Beneficente União Fraterna.
O prédio da União Fraterna, erguido em 1934 (clique para ampliar).
A jovem organização fundada em 1925 logo iria destacar-se na sociedade paulistana, através das suas atividades institucionais que tanto ajudaram a coletividade, como a prestação de assistência médica gratuita ou de baixo custo, muito antes da existência dos planos de saúde, atividades filantrópicas, beneficentes e de promoção humana, além de ensino de datilografia (hoje digitação) e inúmeras atividades recreativas, como bailes, festas e eventos especialmente destinados à terceira idade. Desde seu princípio a atenção à coletividade carente e necessitada foi uma de suas atividades fundamentais. A rápida ascensão da União Fraterna iria permitir que 9 anos depois de sua fundação o belíssimo prédio de sua sede, na Rua Guaicurus, fosse inaugurado com muita pompa e orgulho no ano de 1934. Desde então o prédio é uma das mais belas construções da Lapa antiga, tendo sido reconhecida como uma das “10 Maravilhas da Lapa” pelo Rotary. Tombado pelo CONPRESP como patrimônio histórico da Cidade de São Paulo desde 1994, o prédio possui dois pavimentos e aproximadamente 1258 metros quadrados, assim distribuídos:
  • Pavimento térreo: Escritório da Administração e 5 lojas alugadas a terceiros
  • Pavimento superior: Onde está localizado o magnífico salão social.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Avenida São João em 1943.

A Rua Que Homenageia A Nossa Constituição: A História da Rua 25 de Março


Você sabia que uma das ruas mais movimentadas do País e a mais famosa, comercialmente falando, já fez parte do Rio Tamanduateí?
Trata-se da Rua 25 de março, no centro de São Paulo. Na metade do século 19, passava pela região parte do Tamanduateí, que tinha sete curvas. Essas curvas, hoje, são as sete ladeiras que cruzam a via.
O leito do rio era totalmente navegável e, na atual 25 de março, desaguava o rio Tietê e águas advindas do Rio Anhangabaú.
Até o fim do século, havia um porto que servia de escoadouro para as mercadorias importadas, que chegavam de navio em Santos, subiam a serra de carroça e, posteriormente, pela estrada de ferro Santos-Jundiaí e alcançavam o Ipiranga.
De lá, eram levadas via Tamanduateí até um porto para barcas, o chamado Porto Geral – daí o nome da conhecida ladeira.
Com as grandes enchentes do rio, muitos comerciantes vendiam suas mercadorias por um preço muito baixo para que não ficassem no prejuízo. Essa prática foi o marco para que a região da rua 25 de março fosse conhecida como um pólo comercial de baixo custo.
No final do século 19, o rio foi modificado: a área da Várzea do Carmo foi drenada e surgiram as primeiras chácaras na região. A via ficou conhecida como Rua de Baixo, dividindo a cidade em duas partes: a Alta e a Baixa.
Nesse período, o comércio, comandado pelos primeiros imigrantes árabes, concentrava-se na parte de cima, mais precisamente onde hoje, está a Rua Florêncio de Abreu. Conta a história que a primeira loja aberta na rua 25 de março, já em 1887, pertencia ao imigrante libanês Benjamin Jafet.
Rua 25 de Março em direção a R. Do Carmo (antigo Morro do carmo) em 1915.
Rua 25 de Março em direção a R. Do Carmo (antigo Morro do carmo) em 1915.
Os árabes dominaram o comércio nessa região até os anos 80, quando ganharam a companhia de outras etnias, com a chegada de gregos, portugueses e, principalmente, coreanos e chineses.
Com a urbanização pós-drenagem, os aluguéis começaram a subir e quem pisava lá pela primeira vez se instalava na parte baixa, onde os preços eram mais acessíveis.
Sua denominação atual, 25 de março, foi dada em 1865 como uma homenagem à data da promulgação da primeira Constituição Brasileira, ocorrida em 1824.
Rua 25 de Março na década de 70.
Rua 25 de Março na década de 70.



Avenida São João em 1943.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Antigamente, ônibus que ia para o Centro vinha com o letreiro CIDADE esse aí saía da Lapa. anos 50

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Parque do Ibirapuera!!!!Parabéns!!!!!

viva ! viva ! 60 anos do parque do ibirapuera! parabens ibira!


Parque Ibirapuera é o mais importante parque urbano da cidade de São Paulo, Brasil. Foi inaugurado em 21 de agosto de 1954 para a comemoração do quarto centenário da cidade. É superado em tamanho apenas pelo Parque do Carmo e peloParque Anhanguera.
O parque é administrado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, contudo, dentro do parque há inúmeros museus, auditórios, bienal e outros espaços administrados por fundações ou outras secretarias municipais ou estaduais.
O parque conta com ciclovia e treze quadras iluminadas, além de pistas destinadas a cooper, passeios e descanso, todas integradas à área cultural. Sua área é de 1,584 km², e os seus três lagos artificiais e interligados ocupam 15,7 mil m².
Em 2012 e 2013 foi apontado pela rede social Facebook como o local mais popular em todo o Brasi


A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa "árvore apodrecida" em língua tupi; "ibirá", árvore, "puera", o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.
Já na década de 1920, o então prefeito da cidade - José Pires do Rio - idealizou a transformação daquela área em um parque semelhante a existentes na Europa e Estados Unidos, como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço frustrou a ideia, até que um modesto funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes. Apaixonado por plantas, Manequinho iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos buscando drenar o solo e eliminar a umidade excessiva do local.
Finalmente, em 1951, o então governador Lucas Nogueira Garcez institui uma comissão mista - composta por representantes dos poderes públicos e da iniciativa privada - para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade.
Coube ao arquiteto Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico e a Roberto Burle Marx, o projeto paisagístico (embora este nunca tenha sido executado), sendo, no entanto, construído o projeto do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.
Três anos depois, no entanto, o aniversário da cidade, em 25 de janeiro de 1954, não pode contar com a inauguração do Parque, que só ficaria concluído sete meses depois. A inauguração em agosto, contou com 640 estandes montados por treze estados e dezenove países, merecendo a construção, pelo Japão, de uma réplica do Palácio Katsura, ainda hoje atração do Parque e conhecida como Pavilhão Japonês.

sábado, 16 de agosto de 2014

SANTOS>

Sobrado – Rua do Comércio, 49

A cidade de Santos costuma ser um deleite para os amantes das construções históricas. Especialmente em seu centro, mas espalhado por boa parte da cidade, existem imóveis antigos nos mais variados estilos arquitetônicos e também nos mais diferentes estados de conservação.
A rua do Comércio é uma destas ruas que nos permitem uma viagem no tempo. E é justamente nesta rua, no número 49, que existe um velho sobrado que tem uma história muito curiosa para contar!
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O sobrado colonial centenário por si só já representa um patrimônio histórico considerável. Apesar de não estar em excelente estado de conservação, o imóvel apresenta-se em melhores condições do que muitos de seus vizinhos. A fachada teve apenas alterações em suas portas comerciais do piso térreo, que foram arrancadas e trocadas por outras mais largas, para que no local pudesse funcionar um estacionamento.
O piso superior permanece sem alterações e preservado, apesar de alguns vidros quebrados nas janelas. Entretanto, parece que nada funciona neste andar de cima, uma vez que há a nítida impressão de que ele está sempre vazio.
Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga
Mas é na fachada do imóvel, que uma placa dá a pista para algo que existiu anteriormente no lugar deste sobrado e que deixa o local ainda mais interessante, observe a imagem a seguir:
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Nesta placa, instalada na fachada deste sobrado em 7 de setembro de 1922, está escrito: “Neste solo existiu a primitiva casa em que nasceu o grande brasileiro Bartholomeu Lourenço de Gusmão, o precursor da aviação…”(*1).
Muito interessante saber que ali houve anteriormente a residência do chamado “Padre Voador”. Segundo apuramos, a casa veio abaixo ainda no século 19 e era um imóvel bastante simples e o imóvel atual é dos primeiros anos do século 20. A placa foi instalada durante as celebrações do Centenário da Independência do Brasil pela Câmara Municipal de Santos, para que jamais fosse esquecido que neste local nasceu uma pessoa tão importante de nossa história.
Recentemente, o município de Santos foi agraciado com o novíssimo Museu Pelé, há poucos metros deste sobrado. Porque ao invés de um imóvel tão interessante como este abrigar apenas um estacionamento, este não ser também transformado em um museu sobre Bartolomeu Lourenço de Gusmão ou mesmo sobre a aviação ? Pode vir a ser mais um importante passo para a tão sonhada revitalização completa desta área tão histórica da cidade.
(*1) Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o Padre Voador, nasceu em Santos em dezembro de 1675 (o dia é desconhecido), e faleceu na cidade espanhola de Toledo em 18 de novembro de 1724. Seus restos mortais repousam desde 2004 na Catedral Metropolitana de São Paulo.


Conheça o local através de nosso mapa:

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vista parcial do Jardim da Luz

Inaugurado em 1798 ainda como um jardim botânico, só seria aberto como um jardim público anos mais tarde, em 1825.

Em 1860 uma parte das terras do jardim foi cedida aos ingleses para a construção da estação ferroviária. 

Apesar de belo, o jardim era pouco frequentado pela população paulistana, até a segunda metade do século 19, quando reformas na gestão de João Teodoro popularizam o local.

Ainda hoje é o mais belo jardim público paulistano e merece uma vista.




Prédio da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania no Pátio do Colégio.



Estação da Luz, vista da saída para a rua Mauá



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ponte na Rodovia Anchieta Na época o maior corredor de exportação da América Latina.

Ponte na Rodovia Anchieta
Na época o maior corredor de exportação da América Latina.







 Praia Grande é um município da Microrregião de Santos, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, no Brasil. A população, de acordo com o censo demográfico de 2013, é de 288 401 habitantes e a área é de 145 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1 988,97 habitantes por quilômetro quadrado. A cidade de Praia Grande tem uma das mais movimentadas praias do Brasil. Na alta temporada, recebe cerca de 1,4 milhão de turistas (mais de cinco vezes a sua população fixa, que também vem se expandindo depressa: com crescimento de 56 000 habitantes entre 2000 e 2009, Praia Grande recebeu o título de "a cidade que mais cresce no Brasil").12

Praia Grande é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Existem outros municípios, que não sendo estâncias balneárias, ainda assim são estâncias turísticas. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado, através doDepartamento de Apoio às Estâncias do Estado de São Paulo, para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de "estância balneária", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.


Momentos Felizes em Familia - Leticia Leite de Carvalho

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mercado Municipal da LAPA

Mercado Municipal da LAPA  


domingo, 10 de agosto de 2014

EDIFíCIO DOS CORREIOS - 1920

EDIFíCIO DOS CORREIOS - 1920

sábado, 9 de agosto de 2014

A primeira pizzaria de rodízio surgiu no Pari

O Grupo Sérgio lotava seus restaurantes entre as décadas de 1970 e 1980



Desde 1889, o Dia da Pizza é celebrado na Itália em 10 de julho, data em que o rei Umberto I e a rainha Margherita (daí o nome do sabor) experimentaram o prato. Em 1985, esse dia se tornou oficial em São Paulo.
Na cidade, a receita começou a ser montada em escala industrial a partir de 1976, quando o empresário Sérgio Della Crocci abriu seu primeiro rodízio no Pari, no centro. A proposta de cobrar do freguês um terço do valor de uma pizza para que comesse à vontade quantas fatias conseguisse aguentar fez sucesso.
Dois anos depois, o Grupo Sérgio, como o negócio foi batizado, inaugurava sua quinta filial, em Pinheiros. Por semana, 15 mil clientes formavam fila em frente às casas, consumindo 3,5 toneladas de massa e 25 toneladas de mussarela em cada uma das unidades. Após o furor inicial, no entanto, a rede perdeu público, apostou em bufês, mas não sobreviveu ao fim dos anos 90.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A História do Maior Empreendedor do Brasil – Francesco Matarazzo.

A História do Maior Empreendedor do Brasil – Francesco Matarazzo




Alguns empresários tem suas histórias consagradas longe de seus países e de suas famílias. E o maior exemplo dessa situação é o italiano Francesco Matarazzo, considerado o maior empreendedor da história do Brasil.
Nascido em 1854, em Castellabate, Nápoles, o empresário pouco estudou. Aos 19 anos teve que assumir os negócios agropecuários e comerciais da família devido à morte precoce de seu pai, o médico Costabile Matarazzo.
Na época, sua família viveria tempos difíceis. Além do problema da morte de seu pai, a Itália sofria com a crise econômica europeia. Com a recente unificação da Itália, a região sul do país estava com poucas oportunidades para que os negócios avançassem.
Com o tempo, Francesco recebeu boas referências do Brasil. Falavam de um país grande, pouco explorado, com muito potencial e muitas oportunidades de uma vida melhor. Em visita à família Matarazzo, Francisco Grandino, grande amigo de Francesco, trazia notícias animadoras.
Segundo ele, o Brasil era o lugar ideal para “fazer a América”. Diante de tantos pontos positivos do lugar, Francesco decidiu, em 1881, a vir para cá. Com a ajuda de sua mãe, Mariangela, o mais velho dos nove irmãos cruzou o Atlântico e veio para sua nova casa.
A Chegada e As Primeiras Dificuldades
Um visionário como Francesco não viria para uma terra desconhecida sem trazer nada que pudesse lhe dar o mínimo de conforto. Com base em pesquisas de mercado, ele descobriu que o novo país que escolhera para viver era um grande importador de banha de porco.
Pensando em já começar com algum capital, o empresário adquiriu uma grande e custosa carga desse produto para chegar logo depois dele ao Brasil. Contudo, as dificuldades começaram a aparecer.
Logo ao pisar em território tupiniquim, Matarazzo recebeu uma péssima notícia: as duas toneladas de banha de porco que trouxera da Itália haviam naufragado a bordo de uma barcaça, na Baía de Guanabara. E, para piorar, a carga não possuía seguro.
Uma situação bastante desconfortável e que deixava sua passagem pelo Brasil em dúvida. O que fazer agora? Voltar para casa e recomeçar? Ficar e tentar a sorte, literalmente, sem nada?
Francesco Matarazzo
Francesco Matarazzo
Francesco, que não era adepto a desistências, resolveu seguir para o interior do estado de São Paulo e buscar seu amigo Grandino, que possuía um pequeno comércio. Sua surpresa fica por conta de ser bem recebido por todos os italianos da pequena colônia que vivia na cidade.
Rapaz sério, trabalhador e simpático, Francesco é bem acolhido e recebido por todos. Apesar dos grandes prejuízos com a carga de banha, ainda lhe resta um milhar de liras, quantia razoável e que não permitira outro deslize.
Com esse dinheiro, Francesco investe em quatro mulas e alguma mercadoria. Sua ideia é fazer o comércio móvel e andar pelas diversas fazendas da região. Seu sistema de negócio era muito simples: vendia de tudo e comprava de tudo. Nenhum produto lhe passava despercebido.
Em meados de 1882, ele conseguiu juntar algum dinheiro e abrir um pequeno armazém de secos e molhados na mesma cidade, Sorocaba. Seu comércio era voltado para farinha de trigo, sal, fubá, arroz, feijão, etc. Além disso, ele ainda vendia a banha de porco, produto que lhe rendeu algum lucro nessa primeira fase de negócios.
Com o aumento de seu armazém, Matarazzo começa a investir em pequenas fábricas de banha de porco de alta qualidade. Nessa época, ele já possuía o apoio de seus irmãos Andrea, Giuseppe e Luigi. Desses,  o primeiro era seu principal parceiro comercial. Anos mais tarde, Nicola e Costabile também viriam ao país para auxiliar nos negócios.
A Percepção dos Negócios E A Chegada A São Paulo
Com seus investimentos nessas pequenas fábricas de banha de porco, Matarazzo percebeu que a indústria nacional possuía algumas falhas. E, foi nesse ponto que ele descobriu a “mina de ouro” do seu império.
Francesco foi o pioneiro na chamada verticalização da produção. Além de produzir o produto, propriamente dito, ele também fazia as latas, embalagens, transporte e a comercialização final. Tudo isso ajudava  a  diminuir os custos e aumentava os lucros do empresário.
Em 1890, o fato histórico: Matarazzo saía de Sorocaba e vinha para São Paulo. Aqui, ele dispararia de vez e mudaria a história da cidade. Voltando seus negócios o comércio interno, na importação, no setor financeiro  e no industrial, Francesco inicia a construção de seu império.
Abre na rua 25 de Março a Matarazzo & Irmãos, um empório importador e distribuidor de farinha de trigo, óleo, arroz, banha e todos os produtos necessários para um lar. Em Sorocaba ele ainda mantém duas fábricas de banha e abre uma terceira em Porto Alegre.
A Matarazzo & Irmãos tem vida breve: Francesco a dissolve em 1891 e cria a Companhia Matarazzo S.A., com 41 acionistas, quase todos italianos, e tendo como sócio de família só o irmão Andrea. Atividade principal: importação de farinha de trigo e algodão dos Estados Unidos.
Nesse momento, o destino parecia agir contra o empresário. A guerra entre os EUA e a Espanha, que aconteceu em 1898, em torno da independência das colônias da América Central, comprometem as importações de farinha.
O que era para ser um motivo de lamentação, vira inspiração. O italiano resolve, então, produzir a farinha de trigo no Brasil. Ele embarca para a Inglaterra e lá compra um moinho de última geração. Nasce assim, em 1900, o Moinho Matarazzo, maior unidade industrial paulista da época: a fábrica produzia 2.500 sacos de 44 quilos do grão por dia.
Mantendo-se fiel à prática de investir em toda a cadeia produtiva de seus produtos, ele abriu uma metalúrgica para fabricar as latas de embalagem; da seção de sacaria do moinho cria uma tecelagem de algodão, e assim por diante.
No ano de 1911, a consagração: é fundada as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), em forma de sociedade anônima. Como lema: Fides, Honor, Labor (Fé, Honra, Trabalho).
Nos anos seguintes, seu ramo de atuação cresce rapidamente: alimentos, tecidos, bebidas, transporte terrestre, navegação de cabotagem, portos, ferrovias, metalurgia, energia, agricultura, banco e imóveis. Seu império marca a história da América Latina como um dos maiores da história.
Ele consegue espalhar mais de 200 fábricas médias e grandes em todo o Brasil, gerando mais de 30 mil empregos. Sua rede comercial abrange o país inteiro, com ramificações em Buenos Aires, Nova York, Londres e Roma.
A Primeira Guerra Mundial
No ano de 1914, Francesco resolve tirar férias. Entretanto, isso não dura muito. O empresário que viajara à Itália para cuidar da saúde e deixara seu filho Ermelino à frente do conglomerado, é surpreendido pela entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial, em maio de 1915.
Relembrando seu amor ao país, Matarazzo se oferece para coordenar o serviço de abastecimento das tropas italianas.
Ele articula importação de alimentos, fornece a farinha de trigo brasileira à Itália e França e também importa 10 mil burros das montanhas de Minas para carregarem os canhões da artilharia italiana. Em reconhecimento aos serviços prestados, receberia do rei da Itália, Vittorio Emanuele III (1900-1946), em 1917, o título hereditário de conde.
Matarazzo volta ao Brasil no final de 1919 e, anos mais tarde, entusiasma-se com a nova Itália que começava a surgir e com os pensamentos do ditador Benito Mussolini, que chega a conhecer pessoalmente.
Sua crença nas ideias de Mussolini era tão grande que o empresário fez duas contribuições para o fascismo italiano:  em 1926, um milhão de liras para a organização da juventude Opera Nazionale Balilla, e em 1935, dois milhões de liras para o governo italiano, a essa altura boicotado pela Liga das Nações por seu ataque à Etiópia.
Seu pragmatismo político, dentro do Brasil, se manifesta de novo durante a revolta que acontece em 1932, em São Paulo. Os rebeldes queriam depor Getúlio Vargas, mas Matarazzo resolve não se envolver diretamente na revolução que mobiliza toda São Paulo.
Cavalgada de Matarazzo na Avenida Rebouças em 1941
Cavalgada de Matarazzo na Avenida Rebouças em 1941
Realista e inteligente, não vê qualquer chance de vitória. Entretanto, Ciccillo Matarazzo, seu sobrinho, chega a fabricar artefatos militares para os revoltosos. Esses artefatos, inclusive, sairiam da gigantesca Metalúrgica Matarazzo.
O Olhar Para A Indústria Brasileira
Em 1928, Matarazzo se juntou a outros empresários – como Roberto Simonsen, Jorge Street, José Ermírio de Moraes e Horácio Lafer – para criar o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do qual será o primeiro presidente. Em 1931, nasce a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de novo tendo Matarazzo como primeiro presidente.
Principal empresário da República, o italiano mais rico do mundo, morre em 1937, aos 82 anos, deixando como principal legado o maior e mais sólido conglomerado empresarial da história brasileira.
Uma fortuna mítica, quinta do planeta em seu tempo, amealhada em 55 anos de trabalho, tecnicamente estimada em mais de 20 bilhões de dólares de 1992.
Nas palavras de Assis Chateaubriand, magnata da imprensa, o Brasil ganhara um novo estado: o “Estado Matarazzo”, com faturamento muito superior às receitas de qualquer outra unidade federativa, exceto São Paulo. Já o amigo e admirador Monteiro Lobato definiu sua trajetória de maneira mais simples: “um permanente rush para cima”.
E o próprio conde tinha um segredo para o sucesso?
“Alguma inteligência, certa capacidade gerencial, muito trabalho e sorte.”
Seus Edifícios em São Paulo
Francesco Matarazzo possuía grandes imóveis na cidade de São Paulo. Um dos mais belos, apelidado de Mansão Matarazzo, ficava na avenida paulista. A família do empresário viveu lá entre os anos de 1920 e 1970.
Sauna e Piscina da Mansão Matarazzo
Sauna e Piscina da Mansão Matarazzo
Infelizmente, o lindo edifício foi demolido em 1996 e, o terreno que antes fora do grande  empresário, se tornará um shopping center com estacionamento.
Construção da Mansão Matarazzo em 1945
Construção da Mansão Matarazzo em 1945

Outro grande edifício do finado Conde foi o Hospital Matarazzo, também conhecido como Umberto Primo.
O complexo, que contava com casa de saúde, maternidade, capela e consultórios, tornou-se referência em saúde, pela estrutura portentosa e pelo pioneirismo em tratamentos e pesquisas. Transformou-se também em um ícone arquitetônico da cidade, cuja importância histórica o levou a ser tombado pelos órgãos de preservação do patrimônio.
Com projeto do arquiteto italiano Giulio Micheli e com o nome de Ospedale Umberto Iº, a obra foi realizada com doações das famílias Crespi, Pignatari, Gamba, Falchi e Matarazzo.
O conde teve papel preponderante no surgimento do complexo, erguido pela seção de construção das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, de onde também vieram seus azulejos e louças.
Com o advento da II Guerra, locais de origem ligada aos países do Eixo, como a Itália, tiveram de alterar seu nome. Assim, em homenagem ao patrono, o hospital passou a se chamar Matarazzo.
Fachada do Antigo Hospital Matarazzo
Fachada do Antigo Hospital Matarazzo

A curiosidade final fica por conta do time do coração de Francesco. Como era de se esperar, o conde era palmeirense fanático e, graças a sua generosidade, o Palmeiras ganhou o terreno onde hoje fica seu estádio.
Curiosidades
- O primeiro fusca comprado no Brasil foi adquirido pelo milionário Eduardo Andreas Matarazzo;
- A IRFM só teve seu primeiro balanço negativo em 1969, muitos anos depois da morte do conde;
- Até hoje alguns produtos das Indústrias Matarazzo ainda são encontrados nos mercados, como é o caso do sabonete Francis;
- Um de seus edifícios, o Matarazzo, serve de base para a prefeitura de São Paulo até hoje;
Edifício Matarazzo em 1958
Edifício Matarazzo em 1958
- Em 1920, Matarazzo juntou várias fábricas em um enorme terreno em São Paulo;
- O funeral do empresário, morto em 1937, levou 100 mil pessoas às ruas.